Wey hey

Não esconda
Do it

Por Duo Maxwell

                    

                    Wey hey,
                    Come on, come on, come on
                    Come on and do it, hey
                   
Do it, do it, do it

Wey hey,
Venha, Venha, Venha,
Venha e o faça, hey,
O faça, o faça, o faça

                Duo entrava num pequeno lago para tomar banho. Por algum motivo, sorria. Pensando bem, que motivo precisava Duo para sorrir? Estava sempre sorrindo. Mas esse sorriso era especial. Podia-se perceber. Ele não estava só sorrindo. Estava alegre por dentro.

Calmamente ele entrou por completo na água gelada onde começou a se banhar.

Mal sabia ele que alguém o observava. Heero se escondia atrás de uma pedra enquanto observava Duo fazer seu show. Heero observava cada movimento de Duo como um momento único e sua atenção estava toda virada para o corpo nu e molhado de seu amigo. Para ele, o show que Duo fazia era ser ele mesmo. Apenas isso.

Duo já saía da água e agora caminhava em direção a Heero. O coração de Heero disparara ao pensar que o garoto descobrira que ele andava observando-o. Duo para em frente a pedra onde Heero se escondia e esperou.

        Heero respirou fundo e se revelou. Ele saiu de seu esconderijo e fitou Duo. Ele apenas sorriu em resposta ao garoto e se aproximou dele. O coração de Heero já palpitava muito rapidamente e, como conseqüência, sua respiração ficava mais ofegante a medida que o garoto de tranças desfeitas se aproximava.

        Duo agarrou Heero pela gola de sua camisa e beijou-o. Após isso ele sorriu maliciosamente e jogou-o no lago e disse:

        - Que tal um banho gelado?

        Heero acordou.

 

It's just another way to keep you’re fixed on the road
Do what your mama said
I will not be told

 

É só outro jeito de te manter fixo na estrada
Faça o que sua mãe lhe diz  
Eu não serei dito

  Ele olhou para o seu companheiro de quarto. Duo dormia como

um anjo. Heero fechou seus olhos mais uma vez e tocou seus lábios pensando no beijo que acabara de sonhar. Heero levantou-se e aproximou seus lábios dos de Duo quase beijando-o, mas recuou, com medo:

        - Não posso! -  sussurrou

        Heero se levantou e se virou ficando de costas para Duo quando algo o surpreendeu:

        -  Heero...

        Duo sussurrara seu nome. Ele se vira rapidamente e percebe que o garoto ainda dormia. Sentiu-se frustrado. Um tristeza tomou conta de seu coração que não sentira algo assim pela toda sua vida.

Uma lágrima de frustração caiu dos olhos de Heero. A primeira lágrima de um soldado perfeito. Heero fechou os olhos não querendo admitir que amava. Ele saiu correndo do quarto tentando esquecer o que sonhara, o que acontecera, o que sentia.

-  Heero...  -  Duo sussurrou, ainda dormindo  -  ... Eu te amo.

 

Heero estava no banheiro. Agora chorava, chorava como uma pessoa normal:

        - Eu não posso!  -  disse ele desferindo golpes contra a parede tentando aliviar o que sentia -  Eu... simplesmente não posso!

        Seu rosto agora estava coberto de lágrimas. Não podia ser verdade. O soldado perfeito não podia chorar, não podia sentir:

        - Eu sou o soldado perfeito! Droga! Isso não pode estar acontecendo! Eu não sou assim!

       

Keep your mouth shut, keep your legs shut
Go back in your place
Blameless, Shameless, damsel in disgrace

 

         Fique com sua boca calada, fique com sua boca fechada
Volte para o seu lugar 
Sem culpa, Sem vergonha, donzela desonrada

       

-  Heero... eu te amo! -  disse Duo para seu colega que lhe dava as costas

        Ele se virou e fitou o garoto de tranças profundamente dentro daqueles olhos violeta. Era um olhar frio, que penetrava dentro da alma de Duo e fazia-o se arrepender do que contara.

        Heero se aproximou lentamente e uma lágrima escorreu do rosto de Duo, ao que o garoto fechara os olhos esperando por um golpe. Heero limpou a lágrima do rosto do amigo que abriu os olhos incrédulo.

        Heero beijou Duo amavelmente, como Duo nunca sentira antes. O beijo foi longo e amoroso enquanto Heero provava do doce néctar que escorria da boca de Duo. As mãos de Heero agora desfaziam a trança de Duo deixando seus longos cabelos livres.

        Heero afagava os lindos cabelos de Duo enquanto o beijava e sua língua percorria cada ponto da boca do amigo. Heero pausou o beijo e tirou a blusa de Duo beijando todo o tórax do garoto que suspirava ao sentir os lábios molhados de Heero tocando sua pele.

        Duo agora rasgava a blusa que Heero usava e observava seu corpo perfeito . Heero colocou os dedos nas laterais da calça de Duo e puxou-a, deixando o garoto totalmente nu e deitado na areia da praia onde estavam.

        Heero terminou de se despir e agora olhava Duo deitado na areia de frente pra ele completamente nu e indefeso. Duo abriu um sorriso malicioso e se virou, pondo-se de quatro como uma cadela esperando pelo membro de um macho de sua espécie:

        - Vai ficar só olhando?  -  provocou ele assim que assumira sua posição.

        Heero sorriu em resposta e se posicionou atrás de Duo e o penetrou, fazendo-o gemer numa mistura louca de dor e prazer. Duo fechou seus olhos e mordeu seus lábios para um grito não escapasse por entre eles e esperou pelo movimento que Heero iniciou rapidamente. Heero saíra de Duo quase por inteiro e agora preparava-se para penetrá-lo mais uma vez. E assim o fez. O movimento agora tornara-se contínuo e Duo gemia mais alto quando Heero entrava cada vez com mais força dentro dele.

        Heero não agüentava mais segurar pelo gozo iminente que logo preencheria Duo:

        - Duo... não posso mais... vou...

        Heero explodiu um jato quente de porra dentro de Duo que suspirou profundamente ao sentir aquele líquido quente, proveniente de Heero, o preencher.

        Duo acordou.

        Sonolento, o garoto, se levantou frustrado porque era apenas um sonho. Ele olha para a cama do seu lado e não vê Heero e se levanta para procurá-lo.

        Ao perceber que a luz do banheiro estava acesa e a porta encostada, ele a abre calmamente, e ao perceber que Heero está ali, sozinho, e encolhido no canto ele corre e o abraça:

        - Heero... você está chorando??  -  pergunta ele espantado

         - ...

         -  O que aconteceu?

        - Duo, se afaste de mim! Senão você vai apanhar! -  disse ele tentando se soltar

        Duo o abraça mais forte não deixando-o se soltar e diz, em resposta:

        - Você pode me bater se quiser, mas eu só saio de perto de você até saber que você está bem.

        Heero acotovela a barriga de Duo, mas ele apenas se abraça mais forte em Heero. Heero decide não tentar mais se soltar, pois sabia que Duo não o soltaria até que soubesse o lhe fizera chorar:

        - Duo...

        O garoto apenas abre os olhos e espera. Heero fecha seus olhos novamente com força sem querer admitir mas diz:

        -  ... estou amando!

        Duo pisca algumas vezes, sem acreditar no que escutara. O soldado perfeito estava amando. Seus braços se soltaram de Heero e este saiu correndo. Um sentimento de tristeza tomou seu coração pois não sabia de quem pertencia o coração de Heero, apenas sabia que não era ele.

        Encolhido, ele chorou.

 

Who cares what they say
Because the rules are for breaking
I tell ya
Who made them anyway
You gotta show what you feel
Don't hide

Quem se importa com o que dizem
Por as regras são para serem quebradas
Eu te digo
De qualquer jeito, quem as fez
Você deve mostrar o que sente
Não esconda

  Heero, ainda chorando, correu para fora de casa. Sentou-se no chão da varanda pensando no que acabara de admitir. Admitira que amava. Que sentia algo especial por alguém. Mas Duo não sabia que era ele esse alguém especial.

        Duo encolhido no canto do banheiro sussurrava:

        -  Heero... se ao menos você soubesse...

Após uma pequena pausa ele completa

 -  ... se ao menos soubesse que te amo.

Ele, entre soluços, completa ainda libertando todo aquele sentimento que ficara preso dentro de seu coração por muito tempo:

        -  ... se ao menos soubesse o quanto quero ter-te perto de mim; se ao menos soubesse a angústia que sinto por ter-te tão próximo de mim, mas não poder tocá-lo, sem poder senti-lo, sem poder ... te amar.

        Duo adormece.

        Heero voltava para sua cama quando viu Duo ali, adormecido e indefeso. Heero o pega no colo, limpa seu delicado rosto com as costas de sua mão e leva-o de volta para seu quarto. Ao sentir que não estava mais no chão gelado do banheiro e sim no colo aconchegante de Heero, Duo, sem ao menos abrir os olhos se aconchega e sussurra:

        -  Heero...

        A face de Heero cora-se rapidamente. Heero fecha seus olhos e, ajoelhado com Duo nos braços, o beija. Junta seus lábios, ainda intocados, com os de Duo, num beijo suave, repleto de sentimento.

        Após o beijo, ele deixa Duo na sua cama e, novamente se retira do quarto apenas sussurrando ao deixar aquele corpo sozinho na cama vazia:

        -  Duo... eu...

        Não conseguira terminar a frase.

        Ele novamente ruma à varanda onde deitou-se e ficou olhando as estrelas.

        A figura de Duo apareceu do espaço da porta e Heero rapidamente levantou-se:

        -  Duo!? Pensei que estava dormindo!

        - Qual é o problema Heero?

        -  Do que está falando?

        -  O que é tão difícil?

        -  ...

        -  É tão difícil assim, admitir que me ama?

        A cada pergunta Duo se aproximara mais e agora encontrava-se a pouco mais de um metro de Heero. O garoto japonês não sabia o que fazer, não sabia o que falar. Até que Duo continuou:

        -  Heero, eu sei... eu sempre soube!

        O garoto de cabelos longos e macios já se aproximara mais e agora se encontrava muito próximo de Heero, seus lábios quase se tocavam quando Duo completa:

        -  Eu também te amo.

        E o beija. Um longo e profundo beijo, o qual Heero e Duo sempre sonharam.

        Uma gelada gota d’água acerta o rosto de Heero despertando-o. Mais uma vez era apenas um sonho. Gotas d’água continuavam caindo até que uma chuva caía fortemente sobre o corpo de Heero. Ele não sabia o que fazer. Era uma tortura para ele viver desse jeito.

        Um raio luminoso, que cortara o céu iluminou o rosto de Heero. A luz proveniente do trovão era a única luz que iluminara o corpo de Heero naquela noite sem lua.

        Mais um facho de luz ilumina o rosto molhado de Heero, que agora chorava. Heero já sabia o que fazer, mas não sabia como. Uma angústia tomava conta de todo o seu ser, pois não poderia viver esse amor platônico.

        Precisava de Duo, de seu corpo, de sua alegria, de seu sentimentos, de seus lábios. Precisava dele, apenas dele.

        Heero se levantou do lugar onde estava e dirigiu-se ao quarto. Ao chegar lá Heero despiu-se, livrando-se de usas roupas molhadas, e ajoelhou-se ao lado de sua cama e ficou um tempo apenas observando Duo. Parecia realmente um anjo. O seu anjo. Após um tempo Heero sussurrou ao pé da orelha de Duo que estava adormecido:

        -  Duo... eu te amo.

 

Come on and do it
Don’t care how you look, it’s just how you feel
Come on and do it
You gotta make it real
Come on and do it
Its time to free what’s in your soul
You gotta get it right this time
Come on freak and lose control

 

Venha e o faça,
Não se importe com como está, apenas como se sente
Venha e o faça
Você tem que torná-lo real
Venha e o faça
Está na hora de libertar o que está em sua alma
Você tem que acertar desta vez
Venha, enlouqueça e perca o controle

 

Heero termina a frase e novamente o beija, apenas tocando levemente os lábios de Duo com os seus depois se afasta. Ele deita na cama de Duo, pois a sua estava ocupada com seu colega de quarto.

Ao deitar no travesseiro de seu amado, ele sente-se extremamente confortável e seguro. É como se estivesse em seus braços. Seu cheiro, seu calor, seus sentimentos estavam impressos ali, em sua cama, que agora era ocupada por Heero. Heero sorriu. Ainda sorrindo, ele cessou seus olhos e dormiu.

Heero estava sentado no chão e em sua frente estava uma mesa, muito próxima à ele, onde estavam posicionadas três cartas, cuja face escrita estava virada para baixo, de modo a que Heero não visse o que estava escrita em cada uma delas.

        Duo estava andando em volta da mesa, até que parou e sentou do lado oposto da mesa à frente de Heero. Ele disse:

        - Vá! Escolha!

        Heero passa a mão sobre cada uma delas e depois de uma pequena reflexão escolhe a que está à sua esquerda. Ele a pega e lê em voz alta:

        -  Beijo.

        Duo calmamente se levanta e apoiado com suas mãos na mesinha se aproxima de Heero por cima da mesa e sorri ao chegar muito perto:

        - Você quer?

        Heero não responde, apenas fecha seus olhos e sente os lábios molhados de Duo se unir aos dele num beijo sereno onde suas línguas faziam uma dança suave e bela, onde provavam o outro, pela primeira vez.

        Quando seus lábios se separam terminando o beijo Duo, ainda muito próximo de Heero mexe com suas mãos sobre as cartas e levanta a carta que se posicionava ao meio e mostra-a para Heero.

        Estava escrito “Corpo”. Duo sorri maliciosamente por detrás da carta e pergunta:

        -  Você quer?

        Heero não responde enquanto Duo subia em cima da mesa e se despia. Após terminar o ato, Duo senta-se na mesa virado para Heero, e novamente o beija. Terminado o beijo, Duo puxa Heero para cima de si, e deitados em cima da mesa Duo pergunta:

        -  Você me quer?

        Duo despe Heero e entrelaça suas pernas nas costas de Heero, se modo que o sexo de Heero ficasse à altura de seu cu. Heero com apenas um forte movimento penetra Duo de uma só vez, fazendo o garoto de tranças gemer alto e gritar seu nome enquanto abraçou Heero fortemente tentando suportar a dor que sentiu.

        Heero, preocupado com Duo pergunta:

        - Te machuquei?

        - Não. - mentiu o garoto - Agora sou seu, apenas seu.

        Heero obedeceu a vontade de Duo e retirou seu membro quase por completo de dentro de Duo e penetrou-o de novo, criando um movimento contínuo. Duo gemia ao se sentir penetrado por Heero e começara um movimento com seus quadris, acompanhando a velocidade as estocadas que aumentava gradualmente, assim como o prazer que Heero e Duo sentiam no momento.

        Uma onda súbita de calor tomou conta do corpo de Duo quando Heero enterrou todo o seu órgão dentro dele e um jato quente de sêmen o preencheu. O garoto suspirou o nome de Heero mais uma vez enquanto o soldado perfeito desabou sobre o corpo suado de Duo.

        A terceira carta estava no chão, virada para baixo, ainda com seu conteúdo não revelado.

        Heero acordara.

Era apenas um sonho, de novo. Não agüentava mais viver daquele jeito. Precisava de Duo, precisava do seu corpo, precisava tê-lo perto de si.

        Heero pegou uma caneta e escreveu algo num pedaço de papel que deixou no criado mudo ao lado da cama onde estava Duo.

        Após um tempo Duo acordou, e ainda sonolento sentou-se na cama e percebeu que Heero deixara um bilhete para ele. Dizia: “Estarei esperando-te na sala”

        O garoto não entendeu, e ainda de pijama, apenas obedeceu. Encontrou Heero lá, à base de uma mesinha com três cartas viradas:

        - Sente-se - pediu Heero e que após, mais uma vez, o garoto obedecer completou - escolha uma carta.

        Duo olhou atônito para Heero, mas escolheu a carta que se encontrava a sua esquerda. Dizia: “Beijo”

        Heero se aproximou de Duo e tocou-o com seus lábios. Duo se surpreendeu com o ato inesperado de Heero, pois fora isso que ele sempre queria, mas nunca acreditara que iria acontecer.

        O beijo que Heero lhe dara era doce. Parecia interminável o momento em que seus lábios se tocaram. Seus lábios se separaram e Heero voltou para seu lugar fitando os olhos violeta que Duo mantinha aberto, não acreditando no que acabara de acontecer.

        O garoto virou então a Segunda carta, que como no sonho de Heero, continha a palavra: “Corpo”

        Duo olhou para Heero que abriu um sorriso malicioso por entre seus lábios. Duo que não tinha certeza do que se tratara, tirou sua blusa como em uma pergunta. Heero abanou com a cabeça simbolizando que sim. Duo, então, com um sorriso na cara, deitou-se na mesa para alcançar Heero e, apenas com as mãos para fora da mesa, começou a desabotoar cada botão da blusa de Heero.

        Heero subiu em cima da mesa e se posicionou sobre Duo enquanto este tirava as calças dele. Heero retirou a calça que Duo usava pelas laterais e posicionou-se o mesmo jeito que estavam no sonho e para não machucá-lo Heero penetrou Duo devagar, tentando fazer com que ele se acostumasse com a idéia de ser preenchido pelo seu avantajado membro.

        Duo mordeu seus lábios para não gritar e resistiu até que Heero terminara de penetrá-lo. O movimento de vai e vem se iniciou, fazendo com que ambos gemessem alto. O prazer era imenso, para Duo ser possuído por Heero, que o tomara nos seus braços era como um sonho e para o garoto japonês transar com Duo era tudo que sempre quis desde que começara a sentir algo pelo outro garoto.

        A velocidade do vai e vem aumentara muito e Duo urrava de prazer. O movimento que Duo iniciou com os quadris, fez com que Heero o penetrasse mais fácil e profundamente. Heero não agüentava mais. Gozou em Duo. O garoto americano também espalhou seu sêmen no abdômen dos dois ao sentir-se preenchido pelo fruto da excitação de Heero.

       

        Remeber things like this that  
        Should be seen and never heard
       Give a little respect to me
       And it will be returned

 

Lembre-se de coisas como esta que
Devem ser vistas e nunca escutadas
Dê-me um pouco de respeito
E lhe será retornado

       

Duo sorriu e adormeceu de cansaço nos braços de Heero. Heero repetiu:

        -  Duo... eu te amo!

        Beijou sua testa e o abraçou fortemente para depois soltá-lo, se arrumar e se retirar do cômodo.

        Duo acordou após alguns minutos e percebera que Heero não estava mais ao seu lado. Sorriu mais uma vez e agora dirigiu-se ao banheiro para se lavar.

        Abriu o jato de água quente que caiu sobre seus cabelos e logo cobriu todo o seu corpo, e produziu uma nuvem de vapor que logo cobriu todo o banheiro. O garoto se banhava com a água quente que caía do chuveiro enquanto refletia sobre o acontecido.

        Uma pergunta lhe veio à cabeça: “Ele me ama?” pensou. A resposta parecia óbvia, mas Duo não conseguia esquecer a possibilidade da resposta ser negativa. Isso o atormentava. A idéia de que o garoto apenas armou aquele jogo em busca de prazer, tornava-se mais óbvia. Tudo ali lhe dizia que Heero lhe amara, mas ele não acreditava.

        Uma lágrima escorreu de seu rosto e foi lavada pela água que caía sobre Duo. “E se ele não me amar?” Por algum motivo Duo não acreditava que Heero não sentia algo especial por ele. Devia ser por que Heero não o disse. Devia ser porque era bom demais para ser verdadeiro. Devia ser, apenas porque era possível.

 

Keep your head down, keep your nose clean
Go back against the wall
Girl there’s no way out for you
You are sure to fall

 

Conserve sua cabeça baixa, conserve o seu nariz limpo
Volte contra a parede
Garota não tem jeito pra você sair
Você com certeza irá cair

 

        Heero saíra de casa. Estava feliz. Nunca realmente acreditara que poderia acontecer, mas acontecera. Heero fechou seus olhos e lembrou-se do que acontecera. Realmente era um sonho se tornando realidade.

        Todo o amor platônico que sentia por Duo tornara-se real no momento que tocara a pele macia do garoto. O prazer que sentira ao lado dele, o tornara mais completo, mais feliz por dentro. Heero finalmente sentiu-se completamente feliz.

Heero percebeu que na realidade não estava completamente feliz. Faltava-lhe um detalhe. O amor de Duo. “O que acontecera, fora apenas prazer. Prazer.” Pensava. “O que ele sente por mim?” perguntou-se.

        Uma lágrima caiu do olho de Heero e caiu na relva do campo. Uma pergunta o impedia de se sentir feliz: “Ele me ama?”

   

Who cares what they do
Because its yours for the taking
So its not for you anyway
Make your own rules to live by

 

Quem se importa com o que fazem
Por quê é seu para pegar
De qualquer jeito então não é pra você
Faça suas próprias regras para obedecer

 

Duo foi assistir tv. Vagava de canal em canal, pois o que queria mesmo, não era assistir televisão. Nem ao menos seus pensamentos estavam direcionados ao ato que ele fazia ao apertar o botão do controle. Pensava apenas em uma coisa: Heero.

O garoto americano nada podia fazer para tentar esquecê-lo por um momento apenas. Ele deitou-se no sofá e abraçou uma almofada firmemente. Parecia que não podia deixá-la escapar. Seus olhos se encheram de lágrimas e ele sussurrou:

         - Heero...

Ele cerrou seus olhos e lágrimas o escaparam, desta vez, gritou:

        - Heero...

        Mais uma vez, perdido em seus pensamentos, adormeceu. Era o único jeito de esquecer Heero.

        Duo acordara com Heero afagando seu cabelo cujas tranças estavam desfeitas.

        - Acordou?

        Um sinal afirmativo de Duo fez com que Heero entendesse.

        Heero estava sentado perto de Duo e ele se contorceu um pouco e colocou sua cabeça sobre o colo do garoto. Heero sorriu ao perceber que Duo ainda de olhos fechados, também sorria.

        O soldado beijou Duo levemente para que ele pudesse realmente acordar. Mas acabou sem sucesso e foi puxado para mais perto dos lábios do garoto para um beijo mais amoroso e profundo.

        Heero que ainda fazia cafuné em Duo agora usava a mesma mão para puxá-lo para mais perto de si, para que não se afastasse, queria que o beijo durasse para sempre.

        Terminado o beijo quando as bocas se separaram buscando por ar. Duo vira de barriga para baixo no colo de Heero e perguntou:

        - Posso provar-te?

        Sem esperar uma resposta, Duo abaixa as calças de Heero, e começa a masturbar Heero, com o objetivo de fazer seu órgão ficar ereto com a excitação.

       Conseguindo o que queria, Duo abocanha o enorme membro de Heero sugando-o com voracidade e fazendo movimentos onde enfiava todo o pau em sua boca e retirava-o lentamente passando sua língua por toda a extensão do membro de Heero.

     &

nbsp;  Heero se contorcia de prazer e gemia alto quando seu amado, ao chegar ao final, sugava a glande com mais força, fazendo Heero enlouquecer. Heero atinge o orgasmo e enche a boca de Duo de esperma. O garoto novamente vira-se e olha para a cara de Heero. O garoto japonês olha pra baixo.

        Duo lambia seus lábios apreciando os respingos que ficaram por lá. O garoto finalmente sussurra:

        _ Heero, você tem um gosto tão bom!

       

You might do the wrong thing for the right reason
Don’t just do the right thing to be pleasing

 

Você deve fazer a coisa errada pelo motivo certo
Só não faça a coisa certa apenas porque é prazeroso

 

Duo acordou desapontado. Fechou seus olhos novamente lembrou-se do que acontecera. Lembrava-se de como era beijar Heero, tocá-lo, tê-lo perto de si, tê-lo dentro de si.

        Os dedos de Duo tocaram seus lábios e foram descendo pelo seu corpo até atingir seu sexo, ereto por motivo do sonho que tivera.  Por cada lugar que os dedos de Duo passavam ele se lembrava-se de como era ter Heero consigo.

        Ao chegar ao ponto final da sua viagem, seu ânus, Duo lembrou de como era ser penetrado por Heero e se penetrou com dois de seus dedos.

        Uma sensação boa tomou conta de seu corpo quando o garoto iniciou um movimento onde ele retirava e colocava de novo seus dedos dentro de si, imitando o ato que Heero fizera com ele.

        Duo, levou sua mão direita ao seu sexo e começou a se masturbar, com os mesma velocidade que se penetrava com a outra mão.

        Duo se enlouquecia com ambos os movimentos, com o prazer dentro e fora de si, que rapidamente atingiu o clímax e derramou um jato de porra sobre o sofá estava.

        Os olhos de Duo expressavam alívio, e o garoto, cansado, novamente os cessou e sussurrou para si mesmo:

        - Eu preciso de você,... Heero!

        O garoto se perdia em meio de seus pensamentos e lembranças, que nem percebera que estava sendo observado. Seu corpo apenas pedia mais, precisava de mais. Duo necessitava de sentir o corpo de Heero sobre o seu.        

Heero observava minuciosamente o corpo semi nu de Duo, desejando estar ali, perto dele, sobre ele. Desejava beijá-lo, tocá-lo, possuí-lo de novo. O garoto entrou na casa e Duo tenta se cobrir quando percebeu que Heero entrara em casa.

        _ Heero!?

        _ Sim Duo, sou eu.

        Heero se aproximava cada vez mais, enquanto Duo tentava inutilmente cobrir-se com uma almofada que estava perto dele. Heero sentou do seu lado e começou a assistir tv, fingindo não importar a presença de Duo ao seu lado.

        Duo deitou sobre o colo de Heero. Heero fingiu não se importar, mas não pode negar que queria Duo no momento que ele agarrou sua mão, e a fez caminhar pelo seu corpo, pelo mesmo caminho que sua mão passara.

        Ao chegar no seu sexo, Duo iniciou um movimento com a mão de Heero onde sua mão descia e subia pelo seu membro, masturbando-o. Duo largou a mão de Heero quando percebera que a mão do guerreiro já se movia sozinha.

        Duo posicionou-se melhor colocando os quadris sobre o colo de Heero para que facilitasse o trabalho dele. O movimento se acelerara e Duo, quando estava atingindo o orgasmo pediu em meio a gemidos:

        - Mais forte... por favor!

        Heero parou os movimentos e mudou sua posição ficando agora  deitado entre as pernas abertas de Duo. Antes que Duo pudesse reclamar ele abocanhou seu membro e começou a chupá-lo fazendo-o e contorcer de prazer.

        Enquanto sugava fortemente, a língua de Heero passeava sobre a cabeça do membro do rapaz, arrancando suspiros e urros de prazer.

        Duo atingiu o orgasmo novamente, preenchendo a boca de Heero com o fruto do seu prazer. Heero limpou seus lábios com as costas de suas mãos e beijou Duo, para que ele pudesse provar seu doce sêmen misturado com a saliva dele.

        O beijo terminou e Heero, novamente se levantou, mas foi surpreendido por Duo que lhe abraçou pelas costas e pediu, com voz, meiga e suave:

        - Por favor não vá!

   

Who cares what they say
Because the rules are for breaking
I tell ya
Who made them anyway
You gotta show what you feel  

Don’t hide

 

Quem se importa com o que dizem
Porque as regras são para serem quebradas
Eu te digo
Quem as faz de qualquer jeito
Você deve mostrar o que sente
Não esconda

 

        -  Por quê? -  perguntou Heero friamente ainda de costas para Duo

        -  ... 

        As mãos de Duo se soltaram e Heero andou na direção oposta ao garoto. Duo ficou observando Heero sair pela porta à sua frente e fechá-la fortemente. Ficou ainda mais algum tempo ali, parado, sem ação.

        Duo, fechou seus olhos e caiu de joelhos, em prantos. Suas mãos cobriam o rosto cheio de lágrimas. Não conseguira admitir para Heero que o amava. A voz fria de Heero cortou-lhe o coração deixando-o sem ação.

        A voz de Heero não demonstrara nenhum sentimento, assim como ele sempre fora:

        -  Como pude me enganar? -  sussurrou Duo, entre soluços

        Chorou todas suas mágoas. Não sabia mais o que fazer. Havia se entregado à Heero na esperança que ele sentira o mesmo por ele. Se sentia estúpido agora. Era Heero Yuy. Não amava, não sorria, não chorava, simplesmente não sentia. Ele se entregara para Heero por amor, e ele o comera por luxúria! Isso cortava seu coração.

        Duo abaixou sua cabeça e suas mãos agora desfaziam a trança que prendia seu cabelo. Ainda chorava. Com os cabelos soltos, o garoto novamente se levantou e tirou sua blusa. Limpou as lágrimas de seu rosto e terminou de despir-se, tirando sua calça lentamente. Estava nu, completamente vulnerável a qualquer coisa.

        _ Heero Yuy...

        O garoto mordeu seus lábios ao se sentir incapaz de completar a frase. Não podia admitir. O garoto cai novamente  no chão, coberto apenas pelos seus longos cabelos.

        O garoto andou até o local onde ele e Heero fizeram amor. Estava ainda intocado desde então. As duas cartas do pequeno joguinho de Heero estavam jogadas no chão viradas para cima: “Beijo” e “Corpo”. Faltava ainda uma carta.

        Duo, curioso, procurou furtivamente pela carta. Após um tempo procurando, finalmente a achou. Estava embaixo da mesinha. A mão de Duo puxou-a para perto de si, ainda estava virada para baixo, com seu conteúdo não revelado.

        Duo suspirou profundamente e virou a carta. Estava escrita apenas uma palavra, assim como em todas as outras cartas. Mas uma palavra especial: “Amor”        

Uma lágrima escorreu pelo rosto molhado de Duo. Heero o amava, e ele nunca realmente acreditara nisso. Um sorriso foi estampado em sua face quando ele saiu correndo de casa e foi até o campo onde Heero costumava refletir.

        Duo apareceu lá e se aproximou de Heero, que estava deitado. Ele rapidamente se levantou e limpou de cara uma lágrima que caíra de seus olhos inchados. Abaixou a cabeça e lágrimas escaparam de seu rosto. E ainda levantou uma mão ameaçando Duo:

        -  Não o faça!

        -  Por quê?

        -  Porque ... - Duo jogou a carta de Heero no chão e completou - ... simplesmente porque eu te amo Heero!

 

Come on and do it
Don’t care how you look, it’s just how you feel
Come on and do it
You gotta make it real
Come on and do it
Its time to free what’s in your soul
You gotta get it right this time
Come on freak and lose control

 

Venha e o faça, 
Não se importe com como está, apenas como se sente
Venha e o faça
Você tem que torná-lo real
Venha e o faça
Está na hora de libertar o que está em sua alma
Você tem que acertar desta vez
Venha, enlouqueça e perca o controle

 

Heero nunca realmente acreditara que iria escutar essas palavras de Duo. De seus olhos lágrimas foram visivelmente derramadas quando o soldado levantou sua cabeça, e tomou Duo em seus braços. Eles se beijaram amorosamente.

        Duo desabotoa a camisa de Heero deixando o tórax perfeito do garoto a mostra. Ele retira a camisa por inteiro e abaixa-se para despir seu amado completamente. Duo mais uma vez sorri maliciosamente e desabotoa a calça jeans que Heero usava. O garoto  abriu o zíper da calça de Heero com seus dentes e o despiu lentamente apreciando, mais uma vez, cada parte do corpo trabalhado de Heero.

        Ele se levanta novamente e beija Heero e entremeio ao beijo, sussurra:

        -  Eu te... amo... Heero!

        Ele puxou o garoto para a relva baixa do campo. Ele se dispõe em cima de Heero e ainda diz, ainda entre beijos:

        -  Quero me tornar... um só... com você!

        Duo senta-se sobre Heero com o seu membro quente e ereto entre suas pernas. Duo se posicionou sobre o órgão latente de Heero e começou a descer devagar, sentindo o pau de seu amado entrar em si. Duo começou a se movimentar para cima e para baixo ajustando a velocidade e a profundidade da penetração. Logo o garoto já cavalgava sobre o membro de Heero, enlouquecendo-o de prazer.

        Heero, de olhos fechados apenas sentia o prazer de estar penetrando Duo e o escutava gemendo, gritando, urrando de prazer. O garoto japonês rapidamente atingiu o clímax e gozou em Duo, despejando um jato forte e quente de sêmen dentro dele.

        Ainda dentro do garoto, Heero usou sua mão para excitá-lo, masturbando-o até que atingisse o orgasmo também. O esperma que jorrou na mão de Heero foi levado à sua boca e também à boca de Duo que provou-o com prazer.

        Duo deitou na relva ao lado de seu amado, com a cabeça em seu peito.

        -  Não se importe como você está, apenas como se sente... -  sussurrou

        -  Você tem que torná-lo real...

        -  Está na hora de libertar o que está em sua alma...

        -  Você deve mostrar o que sente. Não esconda.

        -  Eu te amo! -  sussurraram os dois, em uníssono.

 

        Come on and do it

        

         Venha e o faça

 

Fim

 

Se você quiser fazer alguma crítica seja ela boa ou ruim < por favor, seja sincero(a) > sobre esse fic, ou então se quiser conversar sobre fics, animes, ou ainda qualquer outra coisa < acredite, qualquer coisa mesmo!! >, me mande um e-mail ok?? Por favor!!!

 e-mail: maxwell_kun@hotmail.com

 

 

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