Os Cavaleiros do Zodíaco

Os Cavaleiros do Zodíaco

Fanfic por Suryiachan
 

As Gêmeas

 

Após consecutivas batalhas os cavaleiros continuavam com suas lutas em defesa da deusa Athena. A aurora de mais um dia despontava no horizonte com.. sol que erguia impetuoso trazia consigo uma nova guerrilha para essa legião.

Naquela mesma manhã a moça se apresenta a Saory/Athena dizendo:

- É um prazer conhecê-la, Senhorita Saory Kido.  Meu nome é Shyane e eu sou a amazona do Sol, a guerreira de Apolo.

- Encantada. É muito bom saber que mais e mais pessoas estão aderindo à nossa causa. -  Responde a deusa.

- Então a senhorita ficará ainda mais feliz, pois venho já avisar lhe que em breve receberás mais uma de nós amazonas, minha irmã gêmea, que lhe garanto ser uma excelente guerreira.- Retrucou a mais nova integrante do grupo.

Saory confirma:

- Está certo, pedirei a alguém que a acomode.

 

Shyane conhecera toda a fundação e começava a conhecer também os outros hóspedes. Shyane era uma moça atrevida e ousada, que fazia o que queria sem se importar com o resto. Sua máscara de amazona não conseguia esconder a personalidade de uma mulher que sempre tratou os homens como seus brinquedos. Ela estava pronta para começar mais uma de suas diversões, mas desta vez escolhera o homem errado.

Na manhã seguinte Shyane observava da janela de seu quarto o jovem cavaleiro que corria em volta da mansão, era Shun, o cavaleiro de Andrômeda.

Shun entrou, tomou banho e se dirigiu a sala de música. Shyane descera escadas e também fora para lá. Shun permanecia sentado em uma poltrona, a moça se aproxima dizendo:

- Você corre bem, cavaleiro.

- Quem é você? - Pergunta ele desconfiado.

- Sou Shyane, amazona do sol, guerreira de Apolo. - Apresentou-se continuando. - Creio que sou uma de vocês agora.

- A moça estava me vendo correr? - Quis saber Shun.

- Por favor, você já conhece meu nome. Que tal se um dia corrêssemos juntos?

- Às vezes eu gosto de correr sozinho.- Respondeu ele.

- Não acredito que você não iria gostar da minha companhia. - Ousou a moça sentando-se e deixando sua coxa a mostra.

- Bem, eu não sei. - Shun ficou sem graça.

- Se você quiser algo, é...  Como é mesmo o seu nome, cavaleiro?

- Shun. - Respondeu ele

- Bem, Shun, se você precisar de algo, de qualquer coisa...  Eu estarei em meu quarto esta noite!

Shun percebendo o comportamento da jovem resolve flertar com ela também.

- Não entendo onde você quer chegar. - Diz ele.

- É claro que você entende, não vai querer que eu acredite que você não tem a curiosidade de saber como é o meu rosto, não é?

- E você mostraria o seu rosto para mim? - Arriscou Shun.

- Por que você não imagina? - Shyane impôs todo o seu atrevimento.

A amazona saiu da sala deixando Shun a pensar no que ouvira.  O cavaleiro contara toda a conversa que tivera com a moça para seu irmão Ikki que o aconselhou:

- Meu irmão, se ela disse isso é porque está querendo algo.

- Mas por que eu? - Indagou se Shun.

- Não sei, mas deve ter algum motivo.  Conclui Ikki.

- Ela está lá em baixo no jardim. - Observou Shun da janela.

- Se eu fosse você nem esperava até a noite, ia lá e ganhava a gatinha agora mesmo. Você precisa ver o rosto dela. - Propôs Ikki, o cavaleiro de fênix.

-Você quer dizer, tirar a máscara dela? - Balbuciou o rapaz.

- Isso mesmo. - Confirmou o irmão.

- Eu não sei, Ikki.  Tirar a máscara de uma amazona era coisa muito séria, Significa desonra-la.

- O que foi, Shun? Será  que depois do fora que a Hylliana lhe deu você ficou molenga com as mulheres? Anda, vai lá! - Insistiu o irmão.

Shun fora até o jardim, se aproximar da moça, segurou a pelo braço e ela se assustou, depois tentou tomá-la em seus braços, porém a moça o rejeitara e fugira dele como se foge de um monstro.  O cavaleiro correu atrás dela.

- Volte aqui, não se faça de difícil agora. - Dizia ele.

- Me larga, seu estúpido. Me deixe em paz! - Reagia a moça inevitavelmente.

E em meio a toda essa confusão Shun acaba para retirar a máscara que cobria o semblante da jovem. Os dois estavam nos chão quando isso acontecera e ele dissera:

- Você tem um rosto tão bonito! Porque tentou esconder, Shyane?

A moça chorando revelou revoltada:

- Eu não sou a Shyane!

- O que? - Shun surpreendeu se.

E para a surpresa é ainda maior do cavaleiro é a verdadeira Shyane quem chega e confirma.

- Shyane você...?  Quem é ela? - Confundiu-se Shun.

- Ela é mim irmã Aýsha. - Respondeu Shyane friamente.

- Mas com a máscara vocês são exatamente iguais. - Constata Shun continuando. - Agora é que eu reparei que a única diferença que há é que você usa um colar dourado e ela prateado.

- Sem a máscara também somos iguais, pois somos gêmeas. - Explicou Shyane.

- Agora eu entendi, Apolo, o deus grego da mitologia também tinha uma irmã gêmea. Isso significa que ela deve ser a amazona da Lua, a guerreira de Arthêmis . Não é isso?

- Exatamente! - A guerreira do sou afirmou.

- O sol e a lua, os astros de gêmeos, eu devia ter desconfiado. - Shun se condena.

Neste instante Aýsha se levanta ainda chorando, pegando seu a máscara do chão e correndo e para o interior da mansão.

- O que houve com ela? - Preocupou-se o rapaz.

- Não foi nada, mas eu lhe aviso, Shun.  Fique longe dela. - Diz Shyane continuando. - Não queira saber o por que. Você viu o rosto da pessoa errada, apenas fique longe dela!!!

 

Chegando em casa Shun se sente tentado a falar com a estranha garota que se mantinha a observara a lua que se colocava no céu.

- Aýsha, me desculpe pelo incidente. - Shun tentava ser simpático.

Mas a jovem continuava calada com suas mãos repousadas sobre a janela.

- Sabe, você é uma garota legal e eu gostei de você. - Shun coloca sua mão por sobre a da moça, ela se vira rapidamente imprensa o pescoço de Shun contra a parede com o seu braço, quebrando o silêncio e dizendo:

- Não me toque! Não se aproximou de mim! Largando-o logo em seguida.

- Não acredito que seria capaz de fazer algo contra mim. - Shun desta vez coloca a mão no ombro de Aýsha que estava de costas, novamente ela se vira e diz:

- Você é surdo ou é burro? Eu disse para ficar longe de mim ou vai se arrepender., cavaleiro!

- Uma moça frágil como você não iria me machucar. - Retrucou ele.

- Você verá quem é frágil, conheço o poder da minha “Lua Negra”!!!!! - Aýsha desferiu um golpe que fez Shun subir numa grande exposição. Shyane entre e pede para que a irmã detenha seu golpe. Aýsha pára e sai rapidamente.

- Você está bem, Shun?

- Estou, obrigado por fazer ela parar.

- Ela não parou para que eu mandei, parou porque ela quis. Você poderia estar morto agora.- Diz Shyane apreensiva.

- Eu sei... mas porque tudo isso? - Quis saber o cavaleiro.

- Ninguém nunca sabe como ela vai reagir. Às vezes ela parece um bichinho frágil e assustado e outras vezes age como se fosse um tigre sedento de sangue. - Explicou ela.

- É... eu percebi!

- Aýsha É uma pessoa boa, apenas quer que a deixem em paz. - Shyane interveio.

- Então ela se daria muito bem com meu irmão Ikki - Shun ironizou.

- Porque você não esquece minha irmã e dá um passeio comigo? - Sugeriu ela -

- Me desculpe, Shyane, mas não estou em condições para isso. - Shun saiu logo em seguida.

No dia seguinte, logo pela manhã a fundação fora atacada. Todos os cavaleiros se puseram-se em batalha, os adversários revelaram-se ser as sombras de Deimos.

Shyane utilizada seu “Rajada Solar” em quanto Aýsha o fazia bom no caso do seu “Raio Lunar”, uma seqüência de golpes que até pareciam “Meteoros de Pégasus”.

Os adversários se retiraram e tudo se acalmou. Saory diz aos cavaleiros que algo deve ter acontecido com lago da a fundação e Aýsha se oferece para ir até o local no lugar da deusa para checar. Saory pede a Shun que a acompanhe.

- Por que eu, Saory? - Pergunta Shun.

- O que foi? Está com medo, Shun? - Diz Seiya rindo.

- Está bem, eu vou.

Chegando lá tudo parecia normal, Shun sugeriu que fossem embora, mas Aýsha resolveu entrar no lago para constatar se tudo realmente estava bem, de repente Shun percebe que a moça subitamente afundara no lago como se algo a puxasse para o fundo.  O cavaleiro mergulhou atrás da amazona e trouxe de volta à superfície.  Deitou a no chão e viu que ela já não respirava.

- Aýsha, fale comigo! - Pedia ele insistentemente, mas em vão.

Shun sentia medo que ela morresse em seus braços, e se viu obrigado a tirar novamente a máscara de Aýsha para fazer com que ela voltasse a respirar. O rapaz soprou o ar pelos lábios da jovem e aos poucos ela foi recuperando a consciência. Quando Aýsha tomou conhecimento que seu rosto estava descoberto perguntou desesperada:

- O que fez comigo, Shun?

- Nada, você não estava respirando eu tive que tirar sua máscara para fazer você voltar a respirar.

 - E você chama isso de nada?! Você vê o meu rosto pela segunda vez e pior! Você tocou em mim! E diz q não é nada! - Dizia ela é enfurecida.

- Você é muito fresca, a sua honra é tão importante assim? Eu só fiz isso para salvar a sua vida! - Tentou explicar o cavaleiro.

- Pois eu preferia que você tivesse me deixado morrer! - Exclamou ela saindo correndo.

- Volte aqui, Aýsha. - Gritou Shun. - Droga!!! – O cavaleiro socava o chão insistentemente.

No caminho de volta mansão Shun se assusta com feroz lobo prestes atacá-lo.

- Quietinho, bichano.- Shun dizia trêmulo.

Aýsha chega na hora e cativa o lobo, fazendo-o ficar inofensivo.- Ela acaricia a cabeça do animal e brinca com o ele como se fossem velhos amigos.  Neste instante Shun começa a pensar: “É, realmente ela é guerreira de Arthêmis, domina as feras com a própria deusa o fazia. Não entendo como uma moça tão dócil e possa ser ao mesmo tempo tão agressiva”.

- Nossa, ele ficou manso. Qual é o segredo? - Shun pergunta.

- Basta não ter medo. - Ela responde.

- Isso é engraçado. Você não teme os animais, então por que tem tanto medo de mim?

- Eu não confio nos homens! - Diz Aýsha irritada e saindo logo em seguida.

- Que mulher... - Sussurra Shun.

 

Depois de contarem todo o ocorrido no lago perceberam que talvez aquilo fosse uma cilada para Saory, pois quem quer que tivesse feito aquilo sabia que a deusa que iria checar o local, mas não contavam que Aýsha se encarregasse disso.

Mais tarde ao passar pela enorme sala da mansão a amazona da lua acha sobre a lareira um crucifixo de ouro.

- A cruz do norte!  Isso deve ser do cavaleiro de cisne. - Diz ela.

Aýsha repara que Hyoga, o Cisne, procurava aflitamente por algo, então ela se aproxima.

- Está procurando isso? - Balbuciou Aýsha estendendo lhe o crucifixo.

- Sim, obrigado. Não sei como pude ser tão distraído, isso tem muito valor para mim, acho que alguém quis fazer uma brincadeira de muito mau gosto! - Hyoga é interrompido por Kiki que aparecia e desaparecia rindo dele.

- A propósito, com quem eu estou falando? Aýsha ou Shyane? Hyoga continuou seu diálogo depois da interrupção e estendendo a mão para moça.

- Eu sou Aýsha. - Respondeu ela.

- Então esqueça o aperto de mão! - Censurou se o cavaleiro.

- E porque? - Quis saber a jovem.

- Pelo que me disseram você detesta que a toquem e eu não pretendo conhecer o cemitério pelo menos ainda não. - Diz ele rindo.

- Você dizia que essa cruz tinha muito valor... - Relembrou Aýsha.

- Sim, ela é muito importante para mim. Foi um presente de minha mãe. - Hyoga explicou.

- Mãe? - A moça ficou curiosa.

A cavaleiro contou-lhe toda história de sua mãe e Aýsha comoveu- se a perceber que Hyoga mantinha em seu coração sentimentos puros apesar de uma vida tão sofrida e começava a questionar suas próprias ações.

- Sabe, Aýsha, eu já fiz muita besteira na vida, eu fui dominado por um demônio, violentei uma moça que pensava ser de mim irmã e tive um filho com ela. Depois descobri que ela não é a irmã de verdade. Hylliana me perdoou, mas eu não, ainda a amo com minha irmã, ela casou-se com Shiryú de Dragão, pois encontrou alguém que amasse como mulher. E bem antes meu mestre cristal foi dominado e tive de lutar contra ele, meu mestre morreu pelas minhas mãos, isso dói muito. Meu mestre Camus também morreu por minha causa. Hyoga desabafou tristemente.

Aýsha percebeu que uma lágrima rolara pela face do cavaleiro e arriscou:

- Você ainda se culpa por tudo isso?

Hyoga nada respondeu.

- Você não deveria se sentir assim. Você fala com tanto amor da sua mãe e irmã,. E também de seus mestres... - Aýsha fez uma pequena pausa e continuou. - Não se condene, você tem amigos e alegria no coração, eu tenho uma história bem parecida com a sua e o que eu tenho? Nada!

- Aýsha, o que é que você tanto esconde?  Qual é o seu segredo? O que nós homens fizemos para você? - Hyoga tentava desvendar o mistério. Isso me amedronta!

- Você não precisa  temer, Hyoga. Mas é melhor não confia em mim! - Aýsha disfarça e sai sem responder as perguntas do cavaleiro.

Shun cruza com Aýsha pelo corredor. E diz ela:

- Você esteve conversando com o Hyoga, não é? Sobre o que conversaram?

- Não é da sua conta!

- Você não consegue conversar comigo sem discutimos nem 10 minutos, como conseguiu conversar com ele por mais de 2 horas?  Não me diga que ele e seu amigo... Shun foi interrompido por Aýsha.

- Eu não tenho amigos, cavaleiro.

- Sua irmã é minha amiga, porque você também não pode ser? - Argumentou o cavaleiro

- Por que eu não sou como ela.  Eu não confio nos homens.

- E o que eu faço para você deixar de me odiar? - Perguntou o jovem

- O que você fez hoje já é o suficiente! - Ela respondeu.

- É?  E o que foi que eu fiz? - Shun quis saber.

- Não me tocou! - Disse ela saindo logo em seguida.

Shun contou toda a conversa. Que tivera com a guerreira de Arthêmis para Ikki e o irmão o aconselhou a esquecer Aýsha e procurar Shyane, e assim ele fez naquela noite.

Shun caminhava lentamente pelos corredores da mansão encoberto pela escuridão. Chegara a porta do quarto de Shyane, pensara em voltar, mas se manteve inerte, sentiu o receio de bater, mas o fez. A moça abriu a porta para o cavaleiro, estava vestindo uma fina camisola e pediu para que ele entrasse. Shyane ofereceu-lhe champanhe, o clima entre quatro paredes prometia uma grande noite. Ela desceu dos ombros a alça de sua camisola, depois deixou a escorrer do seu corpo até que caísse no chão, ficando inteiramente nua num gesto audacioso. Shun continuava imóvel diante da situação.

Shyane deitou se e convidou o cavaleiro a partilhar do seu leito.  Ela tirou a máscara, revelando seu rosto. Shun  não pôde deixar de imaginar que ela era Aýsha, elas eram exatamente iguais. O cavaleiro deitou se e a beijou, mas sem deixar de pensar que ela era Aýsha, ele acariciou-a, mas sem deixar de pensar que Shyane era Aýsha.

A escuridão da noite, o perfume Shyane  que se misturava com o suor dos corpos que se amavam ardentemente, o sangue que vertia dos arranhões deixados nas costas do rapaz pelas unhas da moça.

            Horas passaram e no quarto ao lado Aýsha dormia o sono dos anjos. A lua inundava o quarto de luz e essa claridade fez com que Aýsha despertasse como se a lua quisesse dizer-lhe algo. A amazona sentiu sede, desceu e foi até a cozinha voltando com um copo de água.

            Aýsha caminhava lentamente pelo corredor procurando o sono perdido quando fica chocada ao ver sua irmã Shyane despida a porta do quarto despedindo-se com um beijo do cavaleiro de Andrômeda. Shyane entrara novamente no quarto e quando Shun colocou-se de frente com a moça, ela deixou o copo cair no chão, e como fez da primeira vez no jardim fugiu como um bichinho desprotegido trancando-se em seu quarto. Shun fora atrás dela e ficara a bater na porta. A guerreira não agüentava mais guardar em seu coração que só tinha tristeza tanto sentimento. Não tinha ninguém para desabafar, pegara então um pedaço de papel e começara a escrever seus pensamentos.

            O cavaleiro cansara de bater a porta e de nada adiantar,por isso acabara por arrombar o quarto da moça. Shun se aproximou e percebeu que a jovem chorava por debaixo da máscara, apanhou o papel escrito por Aýsha de cima da cama e pois-se a ler atentamente, o papel dizia: “O homem que me desonrou não tem escrúpulos. Não merece respeito algum. Desejo minha própria morte ao lembrar que fora ele quem vira meu rosto”

- Eu não sabia que você se importava, Aýsha. – Diz Shun apreensivo, mas a guerreia  se manteve em silencio.

- Não quer conversar sobre isso? – Insistiu ele, mas ela nada respondeu.

            O cavaleiro sai do quarto, encerrando com a porta a solidão de Aýsha.

            No dia seguinte os cavaleiros se reuniram para conversarem, as gêmeas ainda dormiam.

- Onde você esteve ontem à noite, Shun? Resolveu seguir meu conselho e visitou Shyane? – Perguntou Ikki.

- Sim você acertou! – Respondeu ele.

- Eu ouvi um monte de barulhos estranhos ontem à noite. Era você, é? – Comentou Hyoga .

- Conta pra gente como é que foi! – Diz Seiya curioso.

Shun mostra então os arranhões deixados em suas costas.

- Foi ela quem fez isto, Shun? Pergunta Hyoga, e ele confirma.

- O Shun tem muita sorte, eu tenho que fazer uma visita dessas. – Comenta Seiya empolgado.

- Deixa a Saory saber disso, Seiya – Brinca Hyoga.

- Pó, não precisa espalhar, não é? – Retruca Seiya embaraçado.

Shiryú chega e pergunta:

- O que vocês estão conversando?

- O Shun estava contando pra gente da noite que ele passou com Shyane. – Explica Ikki.

- Bom, então eu também quero saber! – Arriscou Shiryú.

- Nada disso. Você agora é um homem sério, um homem casado e não pode participar dessas conversas. – Ironiza Seiya.

             Todos riem até que Hyoga pergunta a Shiryú:

- Poe falar nisso, onde está sua esposa? Pra onde foi minha irmã?

- Hylliana foi com nossa filha visitar Éter.

            E Shun continuou contando, porém intrigado com a reação que Aýsha tivera naquela mesma noite.

            Alguns dias se passaram, Aýsha estava sentada na varanda com alguns pássaros quando Hyoga se aproximou.

- Bom dia, Aýsha – Cumprimentou ele – Está alimentando os pássaros?

             A moça balançou a cabeça afirmando.

- Você soube do que aconteceu entre Shun e sua irmã? – Quis saber Hyoga.

- Sim, soube. E o que eu tenho com isso? – Aýsha respondeu bem séria.

- Acho que tem muito com isso, você ficou muito estranha... – O cavaleiro fez uma pausa e continuou. – O que é que você esconde dentro de si?

- É melhor você não querer saber. Eu não gostaria que um homem soubesse dos meus segredos!

- Só porque sou homem não posso ser seu amigo? – Hyoga argumentava.

- Eu não confio nos homens e nem preciso de amigos. – Dizia ela se defendendo.

- Todos nós precisamos, e eu já sou amigo mesmo que você não queira. – Afirmou o cavaleiro.

             A guerreira achou engraçado e riu. Hyoga insiste:

- Não acredito! Eu ouvi uma risada? Viu? Já é um bom começo!

            O cavaleiro parou, pensou e arriscou:

- Aýsha, você gosta do Shun, não é mesmo?

- Ora Hyoga. Não fale bobagens!! – Dizia ela indignada.

- Você sabe que não são bobagens. O que te incomoda é que eu enxergo com o meu cosmo através do seu. – Analisava Hyoga.

- Sabe que você é muito cínico, Hyoga. – Ela tenta mudar de assunto.

- Sei que sou, como você também é, minha cara.

- Está certo. Paremos com esta conversa então. Vamos subir, Hyoga!

            Aýsha num impulso se vira em direção ao jardim, Hyoga repara e se vira também. A guerreira vê sua irmã na companhia de um estranho rapaz. O cosmo da moça parecia pedir para ir até lá e assim ela fez.

- Quem é ele, Shyane? O seu novo brinquedinho? – Indagou Aýsha.

- Chame como quiser, irmã! Se você quiser eu deixo você brincar também. – Respondeu Shyane.

- Meu nome é Sindel, é um prazer conhece-la, senhorita – Interrompe o rapaz estendendo a mão pra Aýsha.

- Se eu fosse você esquecia o aperto de mão – Hyoga contesta.

            Ao contrario de todas as Aýsha aperta a mão de Sindel para surpresa de todos, Shyane então quebra o silêncio:

- E você, Aýsha. O que faz pra lá e pra cá com o Cisne? Cansou de andar sozinha? – Diz Shyane.

- Deixe de hipocrisia – Retrucou ela .

- Agora tenho que ir, pois Sindel prometeu me levar a um lugar especial – Explica Shyane.

- Eu tenho certeza que você irá adorar, querida. – Diz o rapaz em tom suspeito.

            O casal partiu e Aýsha pois-se a pensar quando Hyoga questiona:

- Porque você apertou a mão dele?

- Porque precisei faze-lo

- E por que precisou?

Nossa, Hyoga!! Por que tantos porquês?

- Porque eu não entendo. – Respondeu ele.

- Como vocês homens são chatos! Vou explicar, precisei apertar a mão dele para sentir mais de perto o seu cosmo.

- Sentir o seu cosmo?

- Sim, Hyoga. Senti uma grande hostilidade no cosmo dele e precisava confirmar isso. – Aýsha fez uma pausa e retorna no diálogo – É estranho... Eu já senti aquele cosmo antes, mas não lembro onde!!!

            De repente ouve-se um grito vindo do interior da mansão, parecia ser Athena. Entrando Hyoga e Aýsha encontram os cavaleiros adormecidos no chão e nem sinal de Athena.

- O que houve aqui? Onde está Saory? – Indagou Hyoga.

- Que golpe baixo. Isso é gás do sono. – Respondeu ela – leve-os pra fora, tente acorda-los e diga que eu fui salvar Athena e que com certeza precisarei da ajuda de vocês.

- Mas o que você está dizendo, Aýsha? Aonde você vai?? – Questionava o cavaleiro.

- Você se lembra que eu disse conhecer o cosmo hostil daquele homem que estava com minha irmã? Pois acabei de me lembrar de onde! Ele lutava entre as “Sombras de Deimos”.

- E daí? – Hyoga ainda não entendia.

- Daí, Hyoga . ë que Athena deve ter sido levada por Deimos e isso quer dizer que se Athena está em perigo minha irmã também está!

- Tem toda razão. Deimos era um dos quatro demônios escudeiros de Ares, o deus da guerra, e acho que ele pretende realizar as ambições de seu mestre. – Explicou Hyoga – Eu direi a Seiya e os outros para irem em seu auxilio na morada de Deimos.

- Conto com você, Hyoga!

- E você confiará em mim, um homem, para isso? – Quis saber Hyoga.

- Eu não tenho escolha. – Diz ela partindo logo em seguida.

             Aýsha segue a pista de sua irmã e chega a acrópole de Deimos. Enquanto isso Sindel leva Shyane para o seu quarto, ela jamais imaginaria que ele seria um das Sombras de Deimos. Shyane entusiasmada, pensava que aquele seria um de seus melhores momentos, mas não seria bem assim. Ela se entregara aquela jovem sem suspeitar de nada, ficando inteiramente vulnerável naquele instante.

- Sindel, você é maravilhoso! – Dizia ela um pouco tonta.

- É uma pena que você não poderá contar a mais ninguém essa maravilha, minha querida! – Respondeu ele em tom agressiva.

            Shyane mal abrira os olhos e fora surpreendida pelas garras afiadas do guerreiro cravadas profundamente em seu coração.

- Como você...pode fazer isso... – Shyane transmite suas ultimas palavras com voz fraca e gemendo de dor.

- Menos um defensor de Athena. Hahaha. – gritava Sindel em meio a um riso demoníaco. – e em breve acabarei com todos eles.

             Aýsha encontrara os dois e chegar a tempo de presenciar a atrocidade cometida contra a irmã, mas sem nada poder fazer para evitar. A tristeza e a dor se transformaram em ira  e só tinha um pensamento: “Minha irmã, prometo que vingarei sua morte, não sobrará nada daquele maldito. Não deixarei que assim como você outras pessoas morram por causa destes seres cruéis e repugnantes que querem dominar o mundo. Eu vou salvar Athena e você será vingada. Eu juro, Shyane!!”

Aýsha chega até o salão, onde Sindel guardava a porta para o cárcere de Athena.

- Você é o guerreiro Sindel da constelação de “Vega”, não é?

- Sim, mas quem é você? Shyane? Não pode ser, eu a matei! – Espantou-se ele.

- Quem sabe não sou um fantasma querendo te levar pro inferno!!! – Aýsha o amedrontava.

- Não pode ser, Shyane está morta. Você deve ser a irmã gêmea dela, a amazona de lua. – desconfiou o guerreiro.

- Até que você é inteligente. – ironizou ela – mas eu vou acabar com você assim mesmo.

- Se veio tentar salvar Athena vou dizer que isso é impossível.

- Nada é impossível, eu vim salvar Athena sim, mas também vim vingar a morte de minha irmã!

- Você está louca!!hahaha – Diz o cavaleiro das sombras.

- Se eu não puder salvar Athena sozinha Seiya e os outros farão isso pr mim, mas com certeza você vai pagar pelo que fez com minha irmã.

             Aýsha recebera o impacto das afiadas garras de Sindel por três vezes, mas resistia, tentou contra atacar com seu “raio lunar”, porem não surtira efeito.

- Não adianta usar esse golpe, eu já o conheço, você o usou naquele ataque a fundação. E como uma das criaturas das sombras já cuidei para que os poderes de lua não me afetem.

Então conheça um novo Ken, “Dama das Ferasss”!!!!

             Sindel caíra morto aos pés da amazona e ela pensava: “Ele conseguia evitar meus poderes da Lua, mas não pode com as minhas feras.” Neste instante o restante das sombras de Deimos a ataca e Aýsha perde a consciência.

             Quando a moça desperta se nua, com as mãos presas acima da cabeça por uma corda que a suspendia alguns centímetros do chão.

- Então a corajosa guerreira que derrotou sozinha meu sombra mais poderoso despertou de seu sono. – Dizia Deimos se aproximando.

             Aýsha sentia os ferimentos deixados em seu corpo e procurava por sua armadura quando Deimos se volta ferozmente para seus guerreiros.

- Seus idiotas! Eu disse para não machuca-la. – Diz ele depois virando-se para Aýsha – Desculpe pelos maus tratos, mocinha! Você... é tão bonita...- Disse acariciando –lhe o rosto.

Deimos então começa a tocar o corpo de Aýsha. Ela sentia nojo daquelas mãos imundas que tocavam sua pele, em partes que ela jamais permitiria que um homem tocasse. Sentiu até mesmo vontade de vomitar, mas não tinha forças para fazer nada. Deimos se enfurecia por não ver a guerreira gritar os chorar, ela apenas se enjoava com tudo isso. Ele aproximou-se para beija-la., então Aýsha despertou para um ultimo cosmo dando um chute em Deimos, impedindo que continuasse.

- Segurem as pernas dessa cretina. Vou me divertir com ela antes de manda-la

para o inferno!! – Gritou ele.

             Neste momento Aýsha começa a pensar pedindo: “Athena, por favor, me de força só mais essa vez. Me de o poder, Athena! Guie-me até o sétimo sentido!!”

- “Golpe da Lua Negra” – Aýsha desferiu furiosamente um golpe que feriu e enfraqueceu Deimos, mas não foi o suficiente para mata-lo. Após se libertar das cordas ela vai ao chão desmaiada.

             Deimos se levanta pronto par mata-la e Aýsha ali, inerte e indefesa. Quando ele dispara seu grande golpe velozes correntes envolvem a moça retirando-a da trajetória do golpe no momento exato, Eis que é Shun, o cavaleiro de Andrômeda, com Aýsha repousada em seus braços. Hyoga cumprira a missão de avisar e guiar todos os cavaleiros em auxilio de Aýsha para Salvar Athena.

             Deimos ordena aos seus Sombras que detenham os cavaleiros, porem todos eles são vencidos. Ele se prepara então para fugir quando Seiya o impede vestindo a armadura de ouro de sagitário e empunhando seu arco e flecha.

- Você não pode me matar, cavaleiro. Athena está sobre meu pêndulo que é suspenso pelo meu cosmo, se meu cosmo morrer esse pêndulo Caíra sobre ela, ou seja, me matar significa matar sua Deusa Athena. – Explica Deimos.

- Creio que não, meus amigos Shiryú e Ikki forma resgata-la! Você está em minhas mãos!- Respondeu Seiya.

- Sou rápido demais para suas flechas, não vai conseguir me acertar!

             Seiya já não sabia o que fazer quando Aýsha que havia sido colocada novamente no chão por Shun desperta e agarra Deimos pelas costas imobilizando-o.

- Vamos, Seiya. Agora você já pode disparar sua flecha. – Pedia ela.

- Não, se eu fizer isso você também vai morrer!

- Não interessa, dispare a flecha. Confie em mim!- Insistia a moça decidida.

- Ela é louca, primeiro pede pra não confiarmos nela e agora pede pra confiarmos! – Argumenta Seiya desesperado.

             Shun preocupando-se com Aýsha pedia para que ele não atirasse, mas Hyoga disse que ela sabia o que estava fazendo e Seiya disparou. No instante em que a flecha atravessara o corpo de Deimos Aýsha saltar como um tigre selvagem desviando-se da flecha.

- Onde você aprendeu a saltar assim? – Pergunta Shun.

- Eu domino as feras, esqueceu?- Ela responde.

            No momento em que o pêndulo despencara Ikki e Shiryú já haviam salvado Athena. Todos se uniram para voltarem a fundação alegres, mas Aýsha se lembrava tristemente de sua irmã.

- Como a natureza é perfeita! - Athena observava.

- Você está se sentido mal, Aýsha? – Pergunta Shun preocupado.

- Não é nada, estou apenas com dor de cabeça. É estranho... quando eu disparei minha “lua negra” em Deimos senti que alguma coisa me atingiu, mas não sei o que foi.

- Tem certeza? É só dor de cabeça mesmo?

- Sim... é só... isso...- Aýsha quase desmaia e é amparada por Shun.

- Aýsha!!  O que houve?! - Diz Shun segurando-a pelos ombros.

- Me larga!!! Não me encoste a mão, entendeu?! - Aýsha gritava e levava as mãos à cabeça.

- Mas o que está acontecendo?!

Shiryú intervém:

- Essa não! Deimos devia ter alguma técnica secreta que  faz com que as pessoas enfrentem seu maior medo e quando as essas pessoas se sentem ameaçadas se tornam extremamente agressivas.

- E o que faremos para ajudá-la? - Pergunta Seiya.

- A única coisa que podemos fazer é fazê-la expor esse medo e acalmá-la. Explica Shiryú.

Shun ainda tentava acudir Aýsha que parecia estar fora de si.  Ela se preparava para atacá-lo quando:

- Sinto muito! - Se adianta Ikki.- “Golpe fantasma de fênix”!

Aýsha pára tendo terríveis lembranças do passado.  Fênix vasculha toda sua mente, Aýsha vai ao chão chorando.

- Então foi isso, você matou seu mestre! - Ikki afirma.

- Sim! Sim... eu... o matei...como matei Sindel... e tantos outros! - Dizia Aýsha com a voz trêmula.

- É por isso que você odeia tanto os homens? Mas o que seu mestre fez para que você o matasse? - Insistia o cavaleiro de fênix  e aos poucos Aýsha foi contando toda história:

- Eu e minha irmã fomos treinadas pelo mesmo homem, mais ele não era um homem de dignidade. Muitas vezes ele chamava Shyane até sua casa, nós éramos somente crianças, tirava a roupa dela e fazia o que queria. E eu ficava ali, escondida a olhar pela janela ele abusar da minha irmã, talvez por isso que Shyane tinha aquela personalidade. Quando ele me chamava até lá eu ia sem de nada poder reclamar, mas comigo é diferente, não fazia comigo o que fazia com minha irmã, apenas ficava me tocando. Eu sentia nojo, era uma sensação horrível.  Eu chorava e ficava imaginando o dia que ele resolvesse fazer comigo o que fazia com Shyane, eu sentia medo. Até que este dia chegou e eu não pude suportar... eu o matei antes que ele me fizesse algo.

Aýsha ainda chorava quando Hyoga se aproxima:

- Que história horrível! Agora eu entendo, perdoem me por não te compreender, Aýsha.

- Não tem o pelo que perdoa-lo, Hyoga. Você eu o único que sabe mais ou menos como me sinto, pois também tem a morte de seus mestres nas costas.

- Aýsha...é...você... sabe que eu gosto de você mais do que como amigo mesmo sabendo que você não sente o mesmo. - Diz Hyoga meio decepcionado.

- É, Hyoga, mais você se dizia meu amigo e isso é a única coisa que desejo que você seja...

- Foi por isso que você não matou o Shun, estou certo?

- Hyoga...eu...você...

- Eu estou certo! Você não o matou porque não conseguiu, você fugia dele que não queria aceitar seu sentimento.

- Não, é... não sei, não  confia nos homens.

- Você devia parar de pensar assim. - Hyoga aconselhava. - Não é todo homem que pode ou quer lhe fazer mal. Eu por exemplo te desejava e não fui capaz de lhe fazer mal, jamais pensei nisso.

- Eu sei, Hyoga. - Respondeu Aýsha bem mas calma.

Shun ouvia atento a conversa, começava a entender e já não se sentia tão mal, pois achava que Aýsha o odiava e agora descobrira que isso não era verdade.

- Quanto a carregar a morte do mestre nas costas, você e Hyoga não são os únicos, pois eu também matei meu mestre. - Declarou Ikki friamente para Aýsha.

- Você também, Ikki! - Aýsha espanta-se.

- Uma vez você me disse para que eu não me sentisse mal com meu passado. - Hyoga relembra.-  Acho que você é que não tem que se sentir mal, você ganhou amigos. É hora de reformular os pensamentos!

- Eu sei! - Ela responde. - Perdoe-me Hyoga, vou aprender a me controlar.

- Então pelo menos me de prazer de um aperto de mão. - Sugere o cavaleiro de cisne.

- Que tal um abraço, amigo? - Negocia a guerreira de Arthêmis.

- Isso é muito melhor!

Os dois se abraçam e choram juntos até que Shun interrompe a comovente situação:

- Posso conversar com você, Aýsha?

- Sim, pode sim. - Ela respondeu

- Vamos dar uma volta para que possa falar.

Hyoga abaixa a cabeça e a amazona que fora levada por Shun até seu quarto.

- Shun, eu não quero ficar aqui. - Afligia se Aýsha.

- Só iremos conversar, só isso!

- Está certo. - Ela concordou.

Shun começou a tentar achar palavras:

- Eu não sabia o que você sentia...  Porque não me matou quando pôde,Aýsha?

- Por que... eu... me apaixonei por você.

- E por quê?  Eu sempre achei que não era digno do seu amor!

- Você viu o meu rosto isso já foi suficiente. - Aýsha tentou explicar.

- Me desculpe, eu queria lhe pedir uma coisa....

- Peça!  Permitiu ela.

- Gostaria de ver seu rosto novamente...

Aýsha tirou a máscara atendendo ao pedido do cavaleiro.

- E é só isso que você quer, Shun? - Indagou a moça.

- Bom Aýsha, se você não quiser que eu a toque, eu não farei nada. - Shun ia continuar quando a interrompido por ela

- Shun, se você não me tocar agora, acho que jamais nenhum homem o fará.

Shun imediatamente a tomem seus braços e a beija suavemente. Fez com que Aýsha finalmente perdesse o medo de expor seu rosto e sua nudez, continuou a beija-la e quando a tocara ela sentira que ele não trocara somente em seu corpo, mas sim em toda sua alma. Ela sentira que não tocara somente sua pele, mas também o fundo de seu coração. Quando Shun penetrara finalmente em seu corpo, ela percebera que já não era a mesma. A lua vem despontando intensamente, ela agora fazia parte dele e ele parte dela, eram tão somente uma só pessoa.

Quando a Lua deu lugar ao Sol Aýsha ainda se encontrava adormecida envolta nos braços de Shun. Ele a despertou com um beijo, levantou e se vestiu, logo Aýsha fez o mesmo.

O cavaleiro a pegou no colo e abriu a porta do quarto, do lado de fora todos queriam as novidades daquele encontro. Seiya resolve brincar:

-E aí, Shun?  Ela é que te bateu o você que teve que segurar a fera?

-Seiya! Mais respeito com a minha futura esposa.

- Aí, Shun!! Então vai me fazer companhia no time dos casados! Legal! - Shiryú apoia.

Aýsha na sacada do seu quarto alimentava os pássaros, o sol ia se pondo quando Hyoga chega até ela.

- Você adora esses animais, não é mesmo? - Pergunta ele.

- Sim, antes de conhecer vocês, eles eram meus únicos amigos.

- Mas agora você tem a nós! - Hyoga observa.

- Mas não é por isso que vou abandoná-los. - Argumentou ela.

- Claro, você tem toda razão...- Hyoga ficou sem graça.

- Sabe, eu tenho que aproveitar o dom que Arthêmis me deu. - Aýsha comenta.

Só nessa hora que Hyoga percebera que Aýsha já estava de camisola.

- Oh!  Me desculpe, Aýsha. Eu não sabia que você já se preparava para dormir tão cedo.

- Ah!  Não, não tem problema! - Respondeu a moça.

- Não, é melhor eu ir. - Hyoga estava meio confuso.

Aýsha puxou Hyoga com tamanha força e rapidez que eles ficaram frente a frente, face a face.

- Desculpe! - A jovem soltou a mão do cavaleiro e deu as costas, ela também estava muito confusa.

Quando a guerreira virou-se novamente para Hyoga ele estava de cabeça baixa.

- Hyoga, eu...  Você não ficou chateado porque eu...- Aýsha foi interrompida.

-Porque você escolheu o  Shun e não a mim para desvendar seus mistérios. Não,  eu não fiquei. - Respondeu ele.

- Isso é bom. Eu sabia que você entenderia, pois fora a primeira pessoa que me entendeu, Hyoga.

- No entanto você escolheu ao Shun em vez de mim.

- Hyoga, eu sinto... muito.

- Não tem problema! Eu já tenho uma coisa que muitos homens gostariam de ter.

- E o que é?

- Sua amizade, Aýsha. - Respondeu ele.

Aýsha sorri para Hyoga e ele perguntou:

- Você seria capaz de dizer que não gosta de mim nem um pouco?

- Seria sim. - Ela tenta disfarçar.

- Não seja cínica, pois eu sou como você. Isso que você me diz não é verdade, você gosta de mim, não é?

- É, eu gosto.

E esse gostar não é a forte, Aýsha? -  Questionou cisne.

- Sim, é muito!

- Então seja minha, Aýsha.  Seja minha! - Hyoga pedia insistentemente tomando a em seus braços.

- Não Hyoga, eu não posso. Já foi difícil me entregar ao Shun, o homem que amo.  Perdoe me, jamais conseguiria me entregar a outro homem, ainda mais se ele for tão especial, um amigo como você!

- Então conceda me pelo menos a honra de um beijo.

Quando Hyoga se preparava para beija-la, eis que de repente Shun entra no quarto, os dois se afastam constrangidos.

- Aýsha, tenho uma surpresa para você! - Anunciava Shun.

- O que foi? - Ela quis saber.

- Athena concordou em realizar nos casamento hoje mesmo. - Disse ele.

- Mas assim de uma hora para outra?!  O que eu vou fazer?

Shiryú entra no quarto e sugere:

- Aýsha, você pode usar o vestido de noiva de minha mulher Hylliana.  Acho que cabe certinho.

Shiryú e Shun saíram do quarto e Hyoga volta a conversar com Aýsha.

- E você? Ainda sente culpado pelo passado, Hyoga? - Indagou a jovem.

- Nem tanto, você fez com que eu entendesse que isso era errado. – Desabafou Hyoga.

- Mas e você? Como está?

- Estou tentando mudar meu temperamento, aprendendo a enfrentar meus medos, graças a vocês. - Ela respondeu.

- Me desculpe, Aýsha. Amigos?

- Para sempre! - Aýsha aperta a mão de Hyoga.

- Até que enfim com aperto de mão! - Hyoga brinca.

Eles riram e Aýsha fora se aprontar para a cerimônia.  A jovem se preparava para entrar no grande salão, então ela começa a se lembrar de sua irmã Shyane. Aýsha caminhava ao lado de seu amado Shun e sentia a alegria no olhar dele. Nos pés de Athena a guerreira jurou com uma idéia em

mente:

- Juro que defenderei este mundo onde vivem as que pessoas que amo e não deixarei que nenhum mal aconteça a elas.  Sem antes eu tinha motivos para lutar, agora esses motivos aumentaram. Ficarei ao lado dos meus amigos, isso eu juro por Athena!

- Nós também juramos.- Concordam os demais cavaleiros.

A lua que se colocava no céu impetuosa e anunciava que talvez isso fosse apenas o começo!

  

AINDA NÃO É O FIM...

 

Escrito por Suryia em fevereiro de 1995

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